Tudo que você precisa saber sobre compras no exterior

Está aí uma dúvida que muito se tem e pouco se fala: “compras no exterior”. É difícil imaginar voltar do intercâmbio sem nenhuma nova aquisição. Sair do país e fazer compras soa quase como um casamento perfeito. Mas, muita gente não tem ideia de que para isso, temos algumas regrinhas básicas a seguir e algumas limitações ligadas a alfândega, taxação e limite de produtos.

Saber os limites e as regras do “pode ou não pode” na hora de voltar para o Brasil, é a garantia de evitar uma grande dor cabeça. Muita gente acredita que qualquer objeto de uso pessoal é isento de impostos assim que entra em território nacional. Mas, somente aquilo que você precisou para usar durante a viagem ou precisou comprar para utiliza-lo antes de retornar, se enquadra na classe de ítens pessoais.

Se você está viajando de avião, tem direito a U$500,00 dólares de compras fora do país. Mas, nem tudo que você trouxer de fora vai entrar nessa cota. Exemplo, se você vier com 1 celular, 1 câmera fotográfica, óculos de sol e relógio, esses objetos não serão taxados se voltarem fora da embalagem e forem para seu uso pessoal. Mas, não adianta voltar com vários celulares, câmeras, óculos e relógios desembalados e alegar que é tudo para seu próprio uso. Se você voltar com mais de um item desses, corre um grande risco de se parado por um agente na Alfândega.

No caso das roupas, sapatos e etc, você pode comprar lá fora e trazer para o Brasil, mas eles precisam retornar sem etiqueta de compra. Porém, não adianta voltar com a mala cheia de tamanhos diferentes do seu e alegar que aquele tênis 42 é para uso, sendo que seu pé é tamanho 38, rs. Fora que, uma coisa muito importante é se atentar ao número de ítens repetidos. Se você tiver muitos ítens iguais, pode ser entendido que você está trazendo esse material para comercialização e consequentemente, será taxado.

No caso dos aparelhos eletrônicos – do celular especificamente – você pode trazer 1 aparelho fora da caixa, com chip e em condições de uso. Se você vai sair daqui com o seu aparelho antigo e pensa em voltar com um novo, é indicado que ele retorne em condições de uso e dentro do seu bolso durante o voo. O mesmo vale para câmeras, notebooks, tablets e afins. Caso você viaje com seus aparelhos já do Brasil, é interessante que você leve a nota fiscal para evitar possíveis problemas com os agentes.

Uma dica muito importante é que os ítens fora de uso pessoal, não devem ultrapassar a soma dos 500 dólares. E não se esqueça de guardar as notas fiscais para provar a somatória dos valores na Alfândega. Caso você esqueça, os agentes costumam consultar a médias de valor em lojas virtuais – o que pode dar tremenda diferença se você adquiriu o bem numa mega promoção.

No caso das comidinhas, verifique também se os ítens são permitidos pela legislação brasileira – e esses também deverão ser incluídos na sua cota de 500 dólares.

Agora, quer saber detalhadamente o que pode ou não pode, bem como as quantidades permitidas por cada item CLIQUE AQUI o confira o Guia do Viajante disponibilizado pela Receita Federal 😀